Até 2015, a Audi pretende ter um 1/3 do mercado de luxo brasileiro. Ambiciosa, a meta passará a ter mais um
representante neste segmento, o A5, que passa a ser importado para o País por R$ 254.500. “Este mercado não é
grande no Brasil, mas um lançamento deste tipo é importante para a construção da marca”, diz Rafael Clemente,
gerente de produto da Audi.
O A5 é tecnicamente semelhante ao A4, mas junte à discrição e elegância deste sedã alemão uma pitada de
sensualidade latina. Foi isso que o designer italiano Walter de Silva fez com o modelo. O resultado foi um
cupê duas portas de quatro lugares movido por um V6 de 3,2 litros. A principal diferença mecânica está no
câmbio, multitronic de oito velocidades.
Na maior parte de sua extensão, o A5 traz as características que têm marcado a linha Audi recentemente. Grade
frontal na cor preta, conjunto óptico que avança para as laterais e dá sensação de velocidade, além de uma
linha da cintura mais alta são traços já conhecidas em outras ofertas da marca. É a partir da metade do
veículo, porém, onde se encontra a singularidade do modelo. O teto traseiro mais baixo, o pára-brisa
praticamente deitado e a parte de trás completamente integrada ao veículo, aliado a uma bela dupla de
lanternas, dão o ar de sensualidade ao carro e faz dele uma compra totalmente emocional.
Se a emoção se faz presente aos olhos, imagine no banco do motorista. Com 4,63 metros de comprimento e 2,75
metros de entreeixos, o V6 é capaz de levar o carro da imobilidade aos 100 km/h em 6,5 segundos. A velocidade
máxima é limitada eletronicamente aos 250 km/h. A potência máxima atinge 269 cv e o torque chega aos 33,7
mkgf. O nível de ruído interno, apesar do tamanho do motor, é baixíssimo.
São possíveis três modos de condução, escolhidos por um seletor no console - sistema opcional chamado Audi
Drive Select -, que influenciam diretamente na direção, suspensão e relação de marchas do veículo. No
Dynamic, a esportividade comanda as ações: a direção fica mais dura, a suspensão mais baixa e as torças são
esticadas. No Comfort, a direção fica mais leve, assim como o conjunto da suspensão se torna mais macio.
Entre um extremo ou outro, também é possível optar pelo Auto. O câmbio multitronic possibilita condução no
modo drive ou trocas manuais por meio da alavanca ou pelas borboletas atrás do volante.
Caso o motorista não esteja disposto a abusar desta esportividade, é possível acionar um sistema de freios
adaptativos – opcional – que proporciona uma frenagem automática, baseada na distância escolhida em relação
ao veículo da frente. Na prática, o Adaptive Cruise Control faz com que o veículo tenha autonomia para frear
e acelerar – segundo uma velocidade e distância estipulada pelo condutor – sem a necessidade da interferência
humana. Este tipo de sistema já equipa também modelos da Volvo.
Outra tecnologia que merece destaque está dentro da chave e também é paga à parte. Com ela, a comunicação com
o sistema elétrico se torna viável quando é introduzida na cabine. Com isso, informações, como quilometragem
atual ou mensagens de advertência do sistema de informação, são armazenadas na chave. Os dados são sempre
atualizados e disponíveis e permitem, por exemplo, que os técnicos das concessionárias prestem serviços de
manutenção com mais facilidade.
Design marcante e dirigibilidade à moda Audi são marcantes no A5. Na parte de dentro, entretanto, é possível
que os passageiros sintam um pouco de inovação. A cor preta é dominante na área interna e torna o interior
pouco atraente. O teto solar elétrico ajuda a minimizar esta sensação. Na frente os passageiros vão com
conforto. O espaço para as pernas, porém, depende de quem vai atrás. Assim como todos os cupês, o A5 não
facilita para quem vai atrás – e nem é esta a idéia deste segmento. Se os dois ocupantes de trás tiverem mais
de 1,85 metro, é certo que vão bater cabeça no teto, em função de o pára-brisa traseiro ser bastante
reclinado.
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